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As atividades que podem ser propostas à turma buscam fazer com que os alunos vivenciem algumas situações mencionadas na aula ou vistas nas fitas. Tanto podem estar relacionadas à observação como à experimentação. Seguindo este modelo, ou adaptando à sua forma de trabalhar, o professor deve direcioná-lo para os seguintes objetivos:
- Apropriação dos conteúdos
- Construção dos conceitos
- Mudanças de atitudes
- Práticas de cidadania
Observação
Numa excursão, buscar em sua cidade ou bairro, um terreno baldio em que possa observar o corte vertical da terra. Numa escavação de alicerces para a construção de edifícios, por exemplo, ou às margens de um rio ou um barranco, os alunos podem observar o perfil do solo com suas diferentes camadas e, principalmente, a pequena camada serapilheira (matéria orgânica + microorganismos).
Experimentação
Fazer chuva artificial pode ser uma atividade simples e muito rica ao mesmo tempo.
Material necessário:
- uma mangueira ou esguicho de água
- bloco de notas e caneta/lápis
- e/ou máquina fotográfica.
Os alunos podem ajudar o professor a encontrar dois tipos de encostas, que podem ser pequenos barrancos, no próprio terreno da escola ou nas vizinhanças: um totalmente sem plantas, outro com vegetação rasteira. Mas que estejam a uma distância pequena de uma torneira. Num primeiro momento, os alunos esguicham a água, num jato aberto e constante, por cinco minutos, sobre o terreno sem cobertura vegetal. No segundo momento, repetem o gesto no terreno coberto com plantas.
Eles devem anotar e/ou registrar fotograficamente o estado dos terrenos antes da "chuva" e depois dela.
Mais tarde, na sala de aula, as mudanças devem ser discutidas, analisadas e as conclusões apresentadas na forma de relatório, descrevendo os três momentos: antes, durante e depois da "chuva", e as implicações das mudanças causadas naquela paisagem.
O objetivo desta experimentação é fazer com que os alunos percebam claramente a conseqüência do desmatamento sobre o solo, como as chuvas levam as primeiras camadas, o que fica e o que acontece nos locais para onde a lama escorre. Tudo comparado com os resultados da mesma chuva no terreno com vegetação.
Após realizar experimentos simples como estes, tarefas mais complexas podem ser programadas para sistematizar o assunto.
Botando a mão na massa
Na temática solo, além dos conteúdos curriculares solo, ecologia, microorganismo, ciclos econômicos e técnicas agrícolas, o professor tem a oportunidade de trabalhar a construção dos conceitos de solo fértil, desmatamento, impermeabilização e interação entre os seres vivos.
E, ainda, buscar sensibilizar as pessoas envolvidas, visando a um reexame de suas atitudes e práticas sociais, levando à noção de responsabilidade social de cada um de nós o valor da legislação e das iniciativas individuais e comunitárias.
Uma proposta de trabalho
O professor pode propor que os alunos se organizem em grupos e elaborem um
Plano de Preservação do Solo da escola, da rua ou até mesmo do bairro onde a escola está situada. É importante que as tarefas tenham uma função social concreta e não sejam apenas simulações.
Para tanto, a turma faz um levantamento de uma determinada área pré-escolhida e identifica um terreno, uma praça, ou mesmo uma parte do pátio da escola que está sendo destruída pelas chuvas, pelo desmatamento ou afins. A seguir, damos um exemplo de projeto e exemplos práticos.
Etapas do projeto
1. Diagnóstico da situação
Cada grupo se encarrega de elaborar de 3 a 5 perguntas que permitam identificar o quadro a ser estudado.
O resultado deve ser transformado em um relatório único, por grupo, entregue por escrito, obedecendo-se a modelo de relatórios de pesquisa feito pelo professor.
2. Proposta de ação
Depois de avaliar e discutir os diferentes relatórios em reuniões plenárias, os grupos elaboram propostas e colocam em votação. A proposta final deve cobrir as seguintes questões:
- o que fazer
- como fazer
- material necessário
- custos
- tarefas de cada um
- prazos
- apresentação de resultados.
Exemplo
Os alunos de uma escola ou de uma única turma avaliam as condições de conservação do solo do pátio da escola, com base no que viram na fita e leram nas pesquisas orientadas pelo professor.
Com isso fazem o diagnóstico e o relatório.
A questão é como atuar naquele solo específico.
Valendo-se do diagnóstico e dos argumentos pró e contra impermeabilização do solo, os grupos elaboram as propostas detalhadas de preservação auto-sustentável: hortas, jardins ou terrários, por exemplo.
Cada grupo apresenta a sua forma de atuar, fundamentada em argumentos da pesquisa e, numa plenária, é escolhida a proposta que melhor se encaixa naquela situação. Os alunos discutem e votam.
A melhor proposta incorpora as sugestões da plenária e faz a redação final do projeto. Em seguida, encaminham para a direção da escola e se responsabilizam pelo gerenciamento do projeto escolhido, do qual todos os alunos participam.
Professores de todas as áreas devem se integrar ao projeto, funcionando como consultores de conteúdos específicos, ou recorrendo a outras pessoas da comunidade - técnicos de órgãos públicos, pessoas atuantes em ONG´s etc. - que possam colaborar, orientando e elucidando as questões que venham a surgir.
Deve-se estabelecer um tempo determinado para que o projeto se desenvolva (valendo-se do tempo de maturação de sementes, por exemplo, ou levando em conta o destino dado ao que for colhido, dependendo do projeto).
Avaliando
Todas as etapas do projeto - observações, acontecimentos, decisões - devem ser registrados. Um diário ou caderno de notas, individual ou em grupo, facilitará a avaliação do projeto, não só como produto final, mas como acompanhamento de todo o processo. Esse registro poderá servir de base para novas propostas de trabalho.
O envolvimento do aluno, sua participação e mesmo a do professor podem ser discutidos em vários momentos, servindo para a reformulação do que não for satisfatório.
Professor
Não deixe de registrar o andamento de cada projeto no diário e selecionar as produções dos alunos.
Cada escola deve decidir se enviará apenas um relatório ou um de cada turma, junto com as fichas de avaliação.

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