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As atividades que podem ser propostas à turma buscam fazer com que os alunos vivenciem algumas situações mencionadas na aula ou vistas nas fitas. Tanto podem estar relacionadas à observação como à experimentação. Seguindo este modelo, ou adaptando-o à sua forma de trabalhar, o professor deve direcioná-lo para os seguintes objetivos:
- Apropriação dos conteúdos
- Construção dos conceitos
- Mudanças de atitudes
- Práticas de cidadania
Observação
Neste item - a Mata Atlântica - a idéia seria trabalhar, de início, apenas com a observação. Podemos organizar com a turma uma excursão de curta distância, procurando uma primeira aproximação com áreas florestais. Isso pode ser feito num parque próximo à escola, um jardim botânico, uma fazenda, uma chácara, ou mesmo um bosque. Mesmo em cidades muito grandes há áreas assim. Em São Paulo, por exemplo, há o bosque da Universidade de São Paulo, o Horto Florestal, o Parque do Morumbi, o Parque da Aclimação, o Parque da Água Funda, a Serra da Cantareira, as matas de Parelheiros etc. No Rio de Janeiro, há o Jardim Botânico, a Floresta da Tijuca, o Parque da Cidade. E nas cidades menores as oportunidades são ainda melhores.
Nessas caminhadas, o professor deve incentivar os alunos a perceberem tudo que os cerca, mas sem exigir nenhum trabalho sistemático de registro. Nos itens seguintes, as tarefas crescerão em complexidade e serão percorridos os passos da investigação, registro e análise a seu tempo.
Botando a mão na massa
Na temática mata, além dos conteúdos curriculares história da colonização e da industrialização, o professor tem a oportunidade de trabalhar a construção dos conceitos de urbanismo e crescimento demográfico.
E, ainda, buscar motivação para a questão e a impregnação pelo tema, visando a uma maior consciência dos problemas que o homem causou à mata e ao equilíbrio dos ecossistemas.
Uma proposta de trabalho
O professor pode propor que os alunos se organizem em grupos e elaborem um Projeto de Acervo sobre o Meio Ambiente e a Mata Atlântica, reunindo livros, revistas, artigos, fotos, filmes, referências, endereços, enfim, tudo que puder trazer informações sobre meio ambiente, ecologia, recursos naturais, poluição e a mata.
A seguir, damos um modelo de projeto e exemplos práticos.
Etapas do projeto
1. Definir a área de interesse
O professor e os alunos, em conjunto, devem estabelecer os itens e sub-itens de acervo.
Por exemplo:
1. MEIO AMBIENTE
a. Denúncias de danos
b. Problemas e soluções
c. Informações úteis
2. AS FLORESTAS
a. As matas no mundo
b. As matas brasileiras
c. A Mata Atlântica
2. Divisão de tarefas
O professor pode dividir a turma em grupos e cada grupo se encarregar de reunir os dados, materiais, recortes, livros de cada tema. Um grupo pode ficar encarregado de definir a área de armazenagem e como os materiais serão arquivados: caixas, pastas com etiquetas, fichas de referências. Este grupo, em especial, estará desempenhando uma tarefa de arquivista, para a qual deverá consultar a bibliotecária da escola ou da biblioteca do bairro. Tudo que o grupo aprender sobre essa atividade deverá ser registrado e, depois, transformado em um pequeno manual ou ficha de orientação para os futuros usuários do acervo. Dependendo da turma e das condições de segurança da escola, o próprio material do Tom da Mata pode fazer parte do acervo.
3. Classificação dos materiais
Ainda sob a orientação da pessoa de biblioteca, os alunos passarão a classificar os materiais, etiquetando e registrando em um fichário central, seguindo as normas internacionais de referências bibliográficas. Este exercício, embora pareça mecânico, é essencial para que eles aprendam a lidar com os arquivos das grandes bibliotecas e até mesmo a fazer buscas na internet, porque mostra o caminho inverso das chaves de busca.
4. Inauguração
A turma pode se mobilizar para produzir uma cerimônia ou festa de inauguração do acervo com tudo que é de praxe: descerramento de placa, cortar a fita, discursos, redação e distribuição de um panfleto ou pequeno boletim, cartazes.
A festa pode culminar com a exibição da fita da Mata Atlântica, e todo o evento pode ser embalado pelo som da fita das músicas do Tom Jobim.
O acervo, dependendo da escola, poderá ficar na própria sala ou ser abrigado no espaço da biblioteca ou da sala de leitura.
Avaliando
Todas as etapas do projeto - definição das áreas, distribuição de tarefas, classificação, inauguração - devem ser registradas. Um diário ou caderno de notas, individual ou em grupo, facilitará a avaliação do projeto, não só como produto final, mas como acompanhamento de todo o processo. Esse registro poderá servir de base para novas propostas de trabalho. O envolvimento do aluno, sua participação e mesmo a do professor podem ser discutidos em vários momentos, servindo para a reformulação do que não for satisfatório.
Professor
Não deixe de registrar o andamento de cada projeto no diário e selecionar as produções dos alunos. Cada escola deve decidir se enviará apenas um relatório ou um de cada turma, junto com as fichas de avaliação.

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