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As atividades que podem ser propostas à turma buscam fazer com que os alunos vivenciem algumas situações mencionadas na aula ou vistas nas fitas. Tanto podem estar relacionadas à observação como à experimentação. Seguindo este modelo, ou adaptando-o à sua forma de trabalhar, o professor deve direcioná-lo para os seguintes objetivos:
  • Apropriação dos conteúdos
  • Construção dos conceitos
  • Mudanças de atitudes
  • Práticas de cidadania
Observação
Podemos dividir a turma em grupos e pedir que pesquisem dois temas: a diversidade dos animais à sua volta e a origem dos medicamentos usados em casa.

Os alunos que escolherem trabalhar com a observação dos animais, podem anotar tudo que houver de diferente entre os cães, os gatos, os pássaros, insetos, enfim, devem perceber que num grupo de cinco gatos que conheçam, nenhum é igual ao outro, embora muito parecidos. E depois devem observar o que há de diferente no grupo de cães e, finalmente, entre o grupo de gatos e o grupo de cães. E assim por diante.

O alunos que optarem pelo tema dos medicamentos, pesquisarão em casa, ou na casa de parentes e amigos, lendo atentamente as bulas, selecionando as substâncias que são de origem natural. O professor de química poderá participar dessa pesquisa.

Com algumas turmas, o professor pode propor que pesquisem e estudem a legislação referente à proteção da biodiversidade. Exemplo: a Convenção da Biodiversidade, assinada por 156 países em 1992. Ou a Agenda 21, também assinada naquele ano.

Experimentação
Podemos sugerir que a turma monte um painel de fotos, que demonstre a importância de cada espécie na cadeia alimentar. Depois de pronto, o painel pode virar um jogo. Se as fotos forem presas com tachas ou velcro, podem mudar de lugar ou sair do painel. Os alunos podem aprofundar pesquisas para enriquecer o quadro e a dependência entre os animais e vegetais ali expostos e, até mesmo, testar hipóteses, eliminando elementos e, em seguida, pesquisando para saber o que aconteceria na realidade. O que se espera é que eles experimentem o ato de cortar a peça fora e ver que - saindo uma espécie - todas as que dela dependem acabam sendo afetadas.

Botando a mão na massa
Na temática biodiversidade, além dos conteúdos curriculares espécies animais e vegetais e distribuição da flora e da fauna, o professor tem a oportunidade de trabalhar a construção dos conceitos de biodiversidade, megadiversidade e engenharia genética.

E, ainda, buscar sensibilizar as pessoas envolvidas, visando a um reexame de suas atitudes e práticas sociais, levando à tomada de consciência de que é urgente que se respeite as áreas de conservação, que se conheça nosso patrimônio ambiental e se apóie as iniciativas que buscam sua proteção.

Uma proposta de trabalho
O professor pode propor que os alunos se organizem em grupos e planejem uma publicação - pode ser um caderno ou livro. Mas esta publicação deve seguir a metodologia da história oral. Aqui o professor de História estará participando ativamente, passando para a turma os procedimentos desse tipo de trabalho.

O tema, desta vez, será proposto pelo professor, ao contrário de outros levantamentos sugeridos neste caderno, quando os alunos passam pela experiência de escolher o que irão pesquisar.

Memória de idosos - lendas e contos da nossa flora e fauna
Material necessário: um caderno de notas, lápis ou caneta, fitas cassete e um gravador.
Objetivo: identificar, na sua comunidade, os conhecimentos transmitidos pela tradição oral e que fazem parte da chamada cultura popular envolvendo os seres das matas.

A seguir, damos um modelo de projeto e exemplos práticos.

Etapas do projeto
1. Discussão do tema
Em sala de aula, os professores envolvidos no trabalho, incluindo o professor de História, discutem com os alunos os aspectos do tema, relacionando-o à questão da biodiversidade e às suas próprias vidas.

2. Explicações metodológicas
Ainda em sala, o professor de História traz a sua contribuição, explicando o passo a passo da coleta de dados na prática da história oral.

- como abordar o entrevistado
- como elaborar as perguntas
- como contornar as dificuldades de memória das pessoas mais idosas
- como organizar as fitas
- como tomar notas
- como complementar os dados
- como selecionar os depoimentos e os trechos de depoimentos.

3. Divisão de tarefas

4. Realização dos contatos para selecionar os entrevistados

5. Realização das entrevistas

6. Redação dos conteúdos das fitas

7. Seleção e análise dos dados

8. Redação final

9. Divulgação

Obs.: O acervo de depoimentos deve ser conservado na escola em sua íntegra, na forma de fitas e suas transcrições. Havendo possibilidade, a publicação pode ser distribuída até fora da escola, no bairro, na cidade. Também pode motivar outros eventos, como festas de lançamento e dramatizações das lendas.

Avaliando
Todas as etapas do projeto devem ser registradas. Um diário ou caderno de notas, individual ou em grupo, facilitará a avaliação do projeto, não só como produto final, mas como acompanhamento de todo o processo. Esse registro poderá servir de base para novas propostas de trabalho. O envolvimento do aluno, sua participação e mesmo a do professor podem ser discutidos em vários momentos, servindo para a reformulação do que não for satisfatório.

Professor
Não deixe de registrar o andamento de cada projeto no diário e selecionar as produções dos alunos. Cada escola deve decidir se enviará apenas um relatório ou um de cada turma, junto com as fichas de avaliação.