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As atividades que podem ser propostas à turma buscam fazer com que os alunos vivenciem algumas situações mencionadas na aula ou vistas nas fitas. Tanto podem estar relacionadas à observação como à experimentação. Seguindo este modelo, ou adaptando-o à sua forma de trabalhar, o professor deve direcioná-lo para os seguintes objetivos:
- Apropriação dos conteúdos
- Construção dos conceitos
- Mudanças de atitudes
- Práticas de cidadania
Observação
Podemos organizar com a turma uma excursão a uma estação de tratamento de água, existente em todos os municípios dotados de sistema público de fornecimento de água potável. Essa é uma excelente ocasião para que os alunos observem os processos de
limpeza da água: decantação, filtragem e cloração. Em geral, as estações de tratamento têm um funcionário preparado para atender às escolas e suas explicações, como tudo que for observado, devem ser anotadas pelos alunos. Nos pequenos municípios, sem estação de tratamento, a escola pode organizar a visita à estação mais próxima e, com isso, sensibilizar os jovens para a necessidade de expansão desse serviço público a todos.
Experimentação
Verificar o nível de cloração da água
Material necessário:
- um copo
- 5 cristais de iodeto de potássio
- 20 gotas de vinagre branco
- 5 flocos de farinha de milho
Encher o copo com água da torneira e acrescentar os 5 cristais de iodeto de potássio, as 20 gotas de vinagre branco e os 5 flocos de farinha de milho. Mexer bem. Após 5 minutos de repouso, se a mistura estiver sem cor, indicará que a água não tem cloro algum; se a cor for azulada, estará com a concentração ideal de cloro; se a cor for azul escuro, indicará excesso de cloro.
Dependendo do entusiasmo da turma, esse teste pode ser aplicado em águas provenientes de outros pontos da cidade (ou do bairro) e, devidamente registrada, a experiência pode se transformar em um diagnóstico sobre a qualidade do abastecimento de água neste município (ou bairro).
Verificação da pureza da água
Material necessário:
- um pedaço de fio paralelo ligado a um bocal com lâmpada (para maior segurança, usar bocal emborrachado próprio para testes de passagem de corrente elétrica)
- uma vasilha com água destilada
- uma vasilha de água com sal de cozinha
Partindo do pressuposto de que a água pura não conduz corrente elétrica, cortar uma das pernas do fio e mergulhar as duas pontas, separadas, na água destilada.
Repetir a operação na água com sal. Você também pode mergulhar o fio cortado na água destilada e, aos poucos, ir colocando sal de cozinha, observando o que acontece com a lâmpada.
A água sem sal não transmite a corrente elétrica.
Observar e descrever o que acontece.
Filtragem da água
Material necessário:
- carvão mineral
- areia grossa
- areia fina
- pedrinha
Colocar os ingredientes em camadas em um balde plástico com um orifício embaixo, para escoamento da água. Jogar a água suja em cima e esperar sair a água filtrada por baixo.
Botando a mão na massa
Na temática água, além dos conteúdos curriculares composição da água, seus estados físicos e como se dá a evaporação, o professor tem a oportunidade de trabalhar a construção dos conceitos de regime das chuvas, vazão dos rios, purificação das águas, captação de energia e consumo e desperdício.
E, ainda, buscar sensibilizar as pessoas envolvidas, visando a um reexame de suas atitudes e práticas sociais, levando à tomada de consciência de que é urgente a necessidade de conter o desperdício, o desmatamento e a poluição das águas tanto com políticas públicas, quanto no dia-a-dia de cada um de nós.
Uma proposta de trabalho
O professor pode propor que os alunos se organizem em grupos e elaborem um Projeto de preservação das águas potáveis, da escola, da rua ou até mesmo do bairro ou do município onde a escola está situada. Esta é uma atividade que, não só permite a avaliação dos trabalhos e dos processos de aprendizagem, como também tem uma função social concreta. A seguir, damos um modelo de projeto e exemplos práticos.
Etapas do projeto
1. Diagnóstico da situação
Os alunos se organizam em grupos, cabendo a cada grupo uma tarefa de investigação. O resultado de cada investigação deve compor o relatório do grupo e compor um relatório único final, que servirá de base para as ações de intervenção.
2. Planejamento das ações de intervenção
Os grupos - de acordo com o diagnóstico e levando em conta as conclusões das investigações - elaboram uma forma de intervenção visando solucionar os problemas encontrados. Tais ações podem ser diretas, como campanhas educativas, ou indiretas, como abaixo-assinados para autoridades responsáveis.
3. Intervenção
Os grupos colocam em prática as ações planejadas, seguindo um cronograma.
E estabelecem prazos para verificação de resultados.
Exemplo
Cada grupo de alunos se encarrega de investigar:
- a situação dos mananciais: de onde vem a água que abastece a cidade, como se encontram as cabeceiras dos rios, se a área foi desmatada, se há focos de poluição nas vizinhanças. Essa tarefa pode ser realizada in loco ou recorrendo a materiais da biblioteca, arquivos de imprensa e de entidades ambientais.
- situação da estação de tratamento: se há cloração da água, se as instalações estão conservadas. Idem.
- situação da rede de abastecimento: se está bem conservada, se chega a todos os domicílios. Idem e ainda pode ser complementada por visitas aos locais (estações elevatórias e de distribuição de água, cisternas residenciais).
- situação dos reservatórios locais: se a caixa d'água da escola está limpa e fechada e, se houver condições, verificar outros locais, podendo-se proceder por amostragem. Por exemplo, sortear dez ruas e uma casa em cada rua e, então, verificar o reservatório dessas dez casas.
- situação do uso indevido: levantar situações típicas de desperdício.
A excursão à estação de tratamento poderá, em seguida, inspirar uma maquete do sistema. Caso haja interesse, o projeto de maquete pode crescer e agregar a rede de abastecimento, incluindo os domicílios e simulando as situações de desperdício: torneiras que vazam, canos quebrados; e problemas de poluição: caixas d'água sem tampas, por exemplo.
Se o principal problema mostrado no diagnóstico, por exemplo, for a poluição das fontes de água, os alunos podem iniciar uma campanha de esclarecimento da população e enviar um documento sobre o assunto para as autoridades responsáveis.
Se a rede estiver bem, as fontes protegidas, mas for identificado um alto nível de desperdício nos domicílios - com o uso das "vassouras hidráulicas", por exemplo - a campanha educativa será dirigida aos vizinhos, esclarecendo as pessoas sobre a
importância de economizarmos a água.
Se, no entanto, a rede de abastecimento de água potável não atinge todas as casas do bairro, os alunos podem desenvolver uma campanha de cloração da água, ensinando aos moradores como cuidar da água que recolhem de poços.
Se a cidade não tem estação de tratamento, fazer o diagnóstico e a campanha, coletando abaixo-assinados para reivindicar o tratamento da água e divulgando a receita de cloração, filtragem e fervura da água.
Receita de cloração:
Uma gota de cloro para cada litro de água.
Agitar bem e deixar em repouso por 20 minutos.
Filtrar em seguida.
Avaliando
Todas as etapas do projeto - investigação, diagnóstico, planejamento das ações de intervenção - devem ser registradas. Um diário ou caderno de notas, individual ou em grupo, facilitará a avaliação do projeto, não só como produto final, mas como
acompanhamento de todo o processo. Esse registro poderá servir de base para novas propostas de trabalho. O envolvimento do aluno, sua participação e mesmo a do professor podem ser discutidos em vários momentos, servindo para a reformulação do que não for satisfatório.
Professor
Não deixe de registrar o andamento de cada projeto no diário e selecionar as produções dos alunos.Cada escola deve decidir se enviará apenas um relatório ou um de cada turma, junto com as fichas de avaliação.

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