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Quando morrem, folhas, galhos e plantas caem sobre o solo, se decompõem, e, ficando ali ano após ano, acabam formando uma camada de material orgânico, rica em nutrientes e microorganismos. Esse material, chamado de serapilheira, é que alimenta a mata. Se por qualquer motivo a serapilheira for removida, a primeira camada do solo tende a ficar cada vez mais estéril, mais fraca e a floresta, depois de um certo tempo, morrerá.

A cobertura vegetal protege o solo de várias formas:
  • amortece o impacto da chuva, pois as folhas diminuem a força das águas e a velocidade das torrentes;

  • as raízes dos vegetais dão estrutura e sustentação ao solo, principalmente * em encostas íngremes;

  • a serapilheira diminui a velocidade da água que escorre pelas encostas.


Quando o homem retira da floresta de forma desordenada a madeira para construir (lembre-se que toda construção civil, no Brasil pelo menos, começa com as estruturas em madeira, que depois são jogadas fora) ou abre espaço para a pecuária e agricultura, está retirando a vegetação que protege o solo dos agentes erosivos, como as chuvas e os ventos.

As técnicas agrícolas, embora necessárias, também contribuem para o empobrecimento do solo, se forem empregadas de forma inadequada.

Já nas cidades, o asfalto que reveste as ruas é um indicador de melhor qualidade de vida. Mas ele impede que a terra absorva água e outros nutrientes. Quando cobre todo o espaço urbano público, além de empobrecer o solo, provoca enchentes e enxurradas, já que a água escorre com mais facilidade para as vias pluviais.