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No passado, a Mata Atlântica era um tapete verde que cobria quase toda a faixa litorânea brasileira, começando no Rio Grande do Norte, passando pelos estados do Nordeste - exceto Maranhão, Piauí e Ceará - depois Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, chegando até o Rio Grande do Sul, o que era equivalente a 1,3 milhões de quilômetros quadrados, ou seja, 15% do território nacional.
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Mata Atlântica Século XV: 1.209.000 Km2 - 15% do território nacional |
Devastada ao longo da história pela exploração do homem, principalmente no Nordeste, ela possui hoje apenas cerca de 7% de sua cobertura original, localizada entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, com áreas contínuas de mata concentradas nas Serras do Mar e da Mantiqueira.
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Mata Atlântica Século XX: 86.209 Km2 - 7% da área original |
A cobertura vegetal da Mata Atlântica, além de ser grande, é rica. A cada pesquisa, novas espécies são descobertas.
No Espírito Santo, uma palmeira permaneceu sem nome até os anos 90, apesar dos seus dez metros de altura. Na estação biológica de Santa Lúcia, no mesmo estado, estão registradas 104 espécies que eram desconhecidas na região. Cinco delas são novas até para a ciência.
Relevo, solos e clima andam de mãos dadas compondo a diversidade da Mata Atlântica. Pode-se dizer que a Mata Atlântica não tem uma aparência só, ela muda conforme as condições de cada região.
Há ainda uma série de ecossistemas associados a ela:
Mangues
Localizados em baixadas, são sempre inundados pelas marés e têm vegetação pouco diversificada. O mangue é indispensável para a vida marinha, pois é refúgio natural de peixes e crustáceos (camarões, lagostas etc.).
Restingas
Pedaços de terra que partem do litoral e se alongam até o mar. Têm plantas rasteiras de pequenas folhas para suportar o vento constante que vem do mar.
Ilhas costeiras
São aquelas mais próximas da praia. (As ilhas mais afastadas do continente são chamadas de oceânicas). A formação vegetal dessas ilhas costuma imitar a do continente.
Campos de altitude
Localizam-se a 1.400 metros do nível do mar. Apresentam um solo raso e úmido, onde a forte luminosidade se alterna com freqüentes nevoeiros. Todos esses fatores são responsáveis pela vegetação rala e baixa, onde raramente se encontram arbustos.
Comunidades rupestres
Quando o deslizamento do solo arrasta a cobertura vegetal, rochas que até então eram subterrâneas passam a ficar expostas. Os vegetais e animais se adaptam, passando a viver sobre as rochas. Esses animais e plantas são chamados de comunidades rupestres.
Cerradão
Entre a Mata Atlântica propriamente dita e o cerrado, há áreas isoladas, como ilhas, conhecidas como cerradão. A vegetação nesses lugares é espessa e com árvores que podem alcançar até 15 metros de altura.
Agreste
Fica na região Nordeste, entre a Mata Atlântica e a caatinga, e se caracteriza pelo solo pedregoso, coberto por vegetação escassa e de pequeno porte.
Mata de topo de morro
Corresponde a áreas ocupadas por brejos e planícies encontradas nos estados do Ceará e da Bahia. Na parte interior da região Nordeste existem resíduos de florestas úmidas e secas, onde as árvores atingem de 30 a 35 metros de altura.

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