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O que ocorre com as gotas das chuvas que caem numa área de florestas?
São vários os caminhos que elas podem tomar:
  • escoar até um rio, encher uma represa, gerar energia elétrica, ser tratada para consumo e retornar ao mar;
  • infiltrar-se no solo e engordar os lençóis freáticos que abastecem as nascentes dos rios e fontes;
  • também pode infiltrar-se no solo e ser absorvida pelas raízes de uma árvore.
Quando o vegetal transpira, devolve a gota d'água à atmosfera sob a forma de vapor.

A Mata Atlântica apresenta os maiores índices pluviométricos do país. Ou seja, chove muito nas áreas ocupadas por ela. Chove em quantidades maiores do que na região amazônica, onde a vegetação é bem mais abundante.

Em toda a faixa coberta pela Mata Atlântica, os índices pluviométricos variam, de uma região para a outra, entre 1.000mm/ano no Nordeste e 2.000mm/ano, no Sul. E, em alguns pontos, atingem as mais altas marcas do país, como nas proximidades de Paranapiacaba (SP) - 4.457,8mm/ano. Ou os menores, como nos vales dos rios Jequitinhonha e Doce (MG) - 900mm/ano.

Sabemos que boa parte da evaporação originária do mar volta sob a forma de chuvas, mas isso acontece sobre a terra. Ou seja, nem toda água que evapora do mar, volta para o mar. Portanto, ele perde mais do que recebe de volta das chuvas. Em compensação, em terra, a relação se inverte: cai mais água com as chuvas do que evapora. Chove o que evaporou no continente, mais o que veio trazido pelos ventos da evaporação dos mares.

Os ventos, que sopram de forma constante do mar em direção à terra,* vêm carregados de umidade. Quando encontram a barreira das montanhas que formam a Serra do Mar, são obrigados a subir, atingindo as altas camadas da atmosfera. Em conseqüência das baixas temperaturas nessas camadas, a umidade se condensa e se transforma em chuva. Portanto, a altitude também influi no volume das chuvas.

A grande quantidade de chuva que cai na Mata Atlântica, somada ao relevo acidentado da região, cria uma rede de escoamento - ou rede de drenagem - em forma de galharia. Quando o escoamento se dá dessa forma, diz-se que é do tipo dendrítico, ou seja, a forma traçada pelos cursos d'água lembra a forma dos galhos da copa de uma árvore - em grego, dendron. Tal fato pode ficar evidente quando se observa, no mapa, a bacia do rio Doce ou do Paraíba do Sul. Existe uma infinidade de afluentes e sub-afluentes.

Bacia hidrogáfica do rio Paraíba do Sul