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Maior abrigo
A Estação Ecológica de Vera Cruz, no sul do estado da Bahia, abriga 24,5% das 98 espécies de vertebrados da Mata Atlântica ameaçados de extinção, segundo estudo realizado pelo Instituto Iguaçu de Preservação Ambiental.
Megadiversidade
Além do Brasil, outros países considerados megadiversos são a Austrália, Colômbia, Peru, México, Equador, Zaire e Madagascar. Juntos, eles reúnem 50% das espécies de seres vivos da Terra.
Variedade de espécies
Em apenas 1 hectare (10.000m2) da Estação Biológica de Santa Lúcia, no município de Santa Teresa (ES), foram identificadas 476 espécies de árvores. Esse é o maior índice registrado, superando o de outras áreas da Mata Atlântica (458 espécies/ha no sul da Bahia) e da Amazônia (473 espécies/ha em Cuyabeno, no Equador). A média de espécies por hectare nas florestas temperadas fica entre 2 e 20 tipos de árvores.
Desequilíbrio
Em 1995, uma praga de gafanhotos destruiu 60 mil hectares de lavouras de milho e cana-de-açúcar em Minas Gerais. A retirada das matas para a expansão agrícola fez com que as aves, predadoras naturais dos gafanhotos, migrassem para outras regiões. Sem seus predadores, esse inseto se reproduziu desordenadamente, atingindo as plantações.
Vale trilhões
É difícil determinar o valor econômico dos benefícios que a biodiversidade oferece. Calcula-se que esse número ultrapasse US$ 30 trilhões anuais, segundo estudo realizado em 16 grandes ecossistemas. Apenas os produtos derivados de plantas, animais e microorganismos movimentam cerca de US$ 200 bilhões por ano. Essas substâncias são utilizadas na pesquisa médica, alimentação, vestuário e agricultura.
Riqueza
A Mata Atlântica é uma das 17 áreas críticas apontadas pelo Hotpots, pois sua cobertura original foi reduzida a aproximadamente metade do que era. Ainda assim, essa floresta abriga 54% das árvores, 80% dos primatas e mais da metade dos mamíferos que existem no Brasil.
Muitas espécies
A Mata Atlântica tem 10 mil espécies de plantas (quase metade é exclusiva do Brasil), 131 espécies de mamíferos (50 exclusivas), 620 de aves e 260 de anfíbios.
Perdas
Só em 1996, foram gastos 100 milhões de dólares no aluguel de abelhas para polinizar as plantações de fazendas americanas.
As obras de despoluição das águas da baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, vão custar 800 milhões de dólares. Já em São Paulo, serão investidos 900 milhões de dólares na recuperação do rio Tietê.
Medicina
Pelo menos 7 mil substâncias retiradas de plantas são utilizadas na produção de remédios. Cerca de 3 mil antibióticos são derivados de microorganismos.
Extinção
Não se sabe o número de espécies que desaparecem naturalmente da Terra sem serem identificadas e/ou estudadas. Mas de 1810 até 1997 (187 anos), foram extintas 112 espécies de aves e mamíferos, sendo que entre 1600 a 1810 (210 anos) foram eliminadas somente 38 espécies. Hoje existem no mundo 3.956 espécies ameaçadas de extinção, 3.647 espécies vulneráveis e 7.240 espécies raras.
Desmatamento
Na primeira metade da década de 1980, foram perdidos cerca de 10 milhões de hectares de florestas tropicais úmidas - a Mata Atlântica, inclusive - por ano.
Reserva campeã
A Estação Ecológica Vera Cruz está entre as áreas de maior biodiversidade da Terra. São 12 espécies de mamíferos, 11 de aves e um de réptil.
Espécies desconhecidas
A cada ano são descobertas pelo menos três novas espécies de aves no mundo. Dos peixes, cerca de 40% daqueles de água doce da América do Sul não foram classificados. O mesmo acontece com invertebrados, plantas e microorganismos.
Brasil: o mais rico
Cerca de 22% das espécies de plantas do planeta (em torno de 35 mil espécies) estão no Brasil. Isso significa que o país possui a maior biodiversidade do planeta, com 3.850 mil espécies de plantas endêmicas.

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