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A Mata Atlântica é o habitat de uma enorme variedade de espécies de animais. A sua grande diversidade ambiental e a extensão do território contribuem para o seu alto grau de endemismo.

O mico-leão-dourado, por exemplo, vive apenas em uma área específica da Mata Atlântica, situada no estado do Rio de Janeiro; o macaco-prego-de-peito-amarelo é restrito ao sul do estado da Bahia; o mutum-do-nordeste só parece em Alagoas. Mas há também espécies que aparecem em toda a área coberta pela Mata Atlântica, como a onça pintada e a suçuarana.

No entanto, toda essa biodiversidade está em risco. São muitas espécies que estão ameaçadas. A diminuição do habitat, muito freqüente na região, tem como conseqüência a diminuição da população. Assim, os cruzamentos passam a acontecer entre parentes muito próximos. Isso enfraquece os indivíduos e inviabiliza que essas populações recuperem o nível normal, ou seja, que pelo menos mantenham o número de seus membros constante.

Por mais de cem anos, nenhuma nova espécie de ave foi encontrada na Mata Atlântica, o que explica a importância dos últimos achados. Alguns dos animais descobertos recentemente ainda nem têm o nome popular, são espécies muito novas.

Mico-Leão-de-cara-preta
Descoberto em 1990, na ilha de Superagüi, litoral do Paraná.
   


Acrobatornis Fonsecai
Ave encontrada em 1996, na mata da região cacaueira do sul da Bahia.