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Houve um tempo em que falar em Cubatão lembrava fumaça, poluição, descontrole ambiental. De fato, o rápido desenvolvimento industrial trouxe muitos problemas para a cidade.

Até 1984, Cubatão lançava diariamente no ar quase mil toneladas de poluentes, das quais 250 toneladas eram pó. Nessa época, um verdadeiro "coquetel" de poluentes do ar colocava em perigo a saúde dos trabalhadores e da população que morava perto das fábricas. Mas havia também sérias ameaças ao solo e às águas.

Para tentar melhorar a qualidade de vida da população da cidade foi criado o Programa de Controle da Poluição Ambiental, cujo objetivo era reduzir a poluição a níveis aceitáveis no prazo de cinco anos. Para esse projeto, foram necessários investimentos, por parte das indústrias, de mais de 400 milhões de dólares.

O Governo do Estado de São Paulo contribuiu captando recursos com o Banco Mundial, posteriormente repassados às indústrias pelo Programa de Financiamento - Procop, que é administrado pela Cetesb.

Os resultados da ação do programa vieram rápido:
  • os níveis de poluição da água e dos resíduos sólidos foram reduzidos em cerca de 90%
  • os peixes voltaram ao rio Cubatão
  • das 320 fontes de poluição, 249 ficaram sob controle
  • treze toneladas de sementes de árvores nativas e arbustos foram lançadas por helicópteros e aviões agrícolas, cobrindo 60km2 de encostas de montanhas danificadas pela poluição.

Eliminar os poluentes do ar é um dos grandes desafios do nosso tempo