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São Paulo
o lixo, a água, o ar
Quando o serviço de coleta de lixo pára, percebemos o tanto de detritos que produzimos nas cidades todos os dias. Uma cidade como São Paulo, por exemplo, tem uma produção impressionante de lixo. Veja alguns números:
- das casas dos paulistanos saem nada menos que 18 mil toneladas diárias de lixo - aproximadamente 1.800 caminhões lotados de lixo;
- 318 toneladas/dia são depositadas em condições adequadas, 11.700 toneladas/dia em condições controladas e 6.100 toneladas/dia em condições totalmente inadequadas;
- em todo o Estado, existem apenas doze locais de destinação final devidamente regularizados;
- metade das indústrias paulistas estão na região da capital do estado;
- 1.700 indústrias produzem 50 milhões de toneladas de lixo por ano. Parte desse total é formada de resíduos perigosos;
- do lixo industrial, 4% são estocados, 30% ficam no solo e 66 % recebem algum tipo de tratamento.
A cidade também apresenta problemas com a água de seus rios. O rio Tietê recebe, com ou sem tratamento, todos os dejetos produzidos na cidade. A urbanização caótica e a ausência de saneamento básico mataram o rio que nasce na Serra do Mar e ruma para o interior, até encontrar o Paraná.
Rio de Janeiro
a cidade entre o mar e a floresta
No início do século XVI, o que se conhece hoje como Estado do Rio de Janeiro era coberto por 4.294.000 km² de florestas, ou seja, 97% da sua área. A sua riqueza e exuberância encantavam os viajantes que aqui chegavam. Hoje, a cobertura florestal do Estado não passa de 20,29% e diminui a cada dia.
A cidade, espremida entre o mar e a serra, não tem para onde crescer. Assim, suas encostas foram desmatadas para atender à ambiciosa especulação imobiliária e dar lugar a 500 favelas, onde vivem 1 milhão e 200 mil pessoas. Somente na Rocinha são 170 mil. Também foram feitos condomínios de luxo e a cidade vive ciclos de tensão entre a liberação das encostas e a proibição de nelas se construir. As pontes, os viadutos e os loteamentos irregulares cariocas são moradia para 1 milhão de marginalizados.
Junto à orla, porém, a capital ainda é a cidade cuja marca é ser cercada pelo verde do maciço da Tijuca e do mar. Se todas as encostas tivessem sido ocupadas por moradias, o Rio não seria mais o mesmo. Calcula-se que há 18 mil hectares de áreas degradadas e, desde 1984, iniciativas de governo e das comunidades já reflorestaram 660 hectares.

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